
O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) apontou riscos geo-hidrológicos para diferentes áreas do Brasil em 14 de outubro de 2026. A previsão considera a possibilidade de inundações, alagamentos e movimentos de massa.
Divulgado em 13 de outubro, o cenário reúne avaliações de risco hidrológico e geológico. Segundo o Cemaden, a análise combina as condições atuais com a previsão de chuva.
As áreas indicadas ficam no Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. A previsão abrange regiões geográficas intermediárias desses estados para 14 de outubro.

O boletim destaca risco hidrológico alto em uma área do Rio Grande do Sul e risco moderado em localidades de outras regiões. Também aponta possibilidade moderada de movimentos de massa no Paraná e no Sudeste.
Risco hidrológico: cheia no Rio Grande do Sul e chuva em outras áreas
Na Região Geográfica Intermediária de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, o Cemaden classificou como alta a possibilidade de continuidade dos eventos hidrológicos. A propagação da onda de cheia na bacia do rio Uruguai pode manter inundações ou provocar novas ocorrências no rio principal e em seus afluentes.
No Paraná, a possibilidade de eventos hidrológicos foi considerada moderada em todas as Regiões Geográficas Intermediárias. Para 14 de outubro de 2026, a previsão de chuva inclui pancadas de intensidade moderada a forte; os acumulados esperados, somados aos registrados nos dias anteriores, podem causar enxurradas, alagamentos, extravasamento de córregos e inundações em pequenas bacias hidrográficas.
Em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, o risco hidrológico moderado abrange as regiões intermediárias de Sorocaba, São Paulo, Campinas e São José dos Campos; Rio de Janeiro, Volta Redonda-Barra Mansa e Petrópolis; e Juiz de Fora e Pouso Alegre. Segundo o Cemaden, as pancadas moderadas a fortes previstas para 14 de outubro podem produzir altos acumulados que, junto à chuva dos dias anteriores, favorecem enxurradas, alagamentos, extravasamento de córregos e inundações em pequenas bacias.
Em Mato Grosso do Sul, a avaliação moderada se aplica à Região Geográfica Intermediária de Dourados. A chuva prevista para 14 de outubro, com possibilidade de pancadas moderadas a fortes e altos acumulados, pode ocasionar alagamentos e extravasamento de córregos.
Risco geológico: possibilidade de deslizamentos no Paraná e no Sudeste
No Paraná, o Cemaden apontou possibilidade moderada de movimentos de massa nas regiões intermediárias de Maringá, Cascavel, Guarapuava, Ponta Grossa e Curitiba. A avaliação considera os acumulados de chuva registrados nos dias anteriores e a previsão de precipitação persistente e forte para 14 de outubro de 2026.
De acordo com o órgão, a combinação dessas condições pode deflagrar deslizamentos pontuais em encostas suscetíveis a movimentos de massa. A classificação se refere à possibilidade de ocorrências nas regiões indicadas, não a uma previsão de deslizamento em todos os municípios ou encostas.
No Sudeste, a possibilidade moderada de movimentos de massa abrange Sorocaba, São Paulo, Campinas e São José dos Campos, em São Paulo; Petrópolis, no Rio de Janeiro; e Juiz de Fora, em Minas Gerais. O Cemaden relaciona o risco à presença de áreas com alta suscetibilidade e à previsão de pancadas de chuva moderadas a fortes em 14 de outubro.
Os acumulados que essas pancadas podem gerar são considerados suficientes para deflagrar deslizamentos pontuais em encostas. Assim, a avaliação geológica para as localidades citadas considera tanto as características de suscetibilidade das áreas quanto a chuva prevista para a data.