
Dados gerais sobre uso de transporte por aplicativo
A pesquisa recente realizada pela Fundação Seade revelou que apenas 19% dos moradores da Região Administrativa de Marília utilizam o transporte por aplicativo com frequência. Este número é significativamente inferior à média de 26% de uso frequente registrada no Estado de São Paulo. A pesquisa, que analisou comportamentos de deslocamento entre maio e junho de 2026, destacou que 45% dos entrevistados na região utilizam aplicativos de transporte ocasionalmente, enquanto 36% disseram não utilizá-los. Portanto, a soma dos usuários frequentes e ocasionais totaliza 64% da população adulta da região.
No contexto estadual, 76% da população usa transporte por aplicativo, onde 26% fazem uso frequente e 50% ocasional. Essa diferença de 12 pontos percentuais mostra como a adesão ao transporte por aplicativo em Marília se encontra abaixo da média do Estado, evidenciando um uso menos intenso das plataformas na região em comparação a outras localidades.
Comparativo regional de adesão ao transporte por app
Quando analisamos a utilização do transporte por aplicativo em Marília em relação a outras regiões do estado, observa-se que a adesão de 64% posiciona a área entre aquelas com os índices mais baixos. Em comparação, Presidente Prudente e Araçatuba apresentam maiores percentuais, com 66% e 68% respectivamente. A cidade de Itapeva registra o menor índice estadual, com 60% de adesão.

Araçatuba e Marília têm em comum o percentual de 19% de uso frequente, mas a diferença se dá entre os usuários ocasionais, onde Araçatuba alcança 49% e Marília 45%. Regiões como Franca, Santos, Campinas, a Região Metropolitana de São Paulo, Ribeirão Preto e São José dos Campos superam a média estadual com índices iguais ou superiores a 76%, destacando uma maior aceitação e frequência no uso das plataformas de transporte por aplicativo.
Fatores que influenciam o uso de aplicativos de transporte
A pesquisa também identificou fatores relevantes que influenciam a utilização dos aplicativos de transporte. Um dado interessante é que a frequência de uso cresce à medida que a população municipal aumenta, embora aplicativos estejam disponíveis até mesmo em cidades com menos de 20 mil habitantes. Apesar do crescimento do uso dos aplicativos, o carro próprio ainda é a forma de transporte mais comum, com 67% de entrevistados utilizando veículo particular, e 57% recorrendo ao transporte público.
Sobre a segurança e a oferta de transporte público, 77% dos participantes acreditam que os aplicativos são uma solução quando o transporte público é insuficiente. A segurança também é um aspecto notado, com 58% dos paulistas considerando que as plataformas ajudam a evitar riscos e 67% indicando que reduzem a necessidade de um carro próprio. No entanto, o preço e a falta de necessidade foram citados como barreiras para a utilização dos serviços, já que 51% dos não usuários afirmaram não ter necessidade de recorrer aos aplicativos.